O VW SEDAN NO BRASIL - Evolução

Atualizado: 2 de Set de 2020


GALPÃO ALUGADO NA RUA DO MANIFESTO - IPIRANGA - SÃO PAULO - SP

:: Anos 50

No final de 1950 chegaram ao Brasil os 30 primeiros VW Sedans. Era o começo de um caso de amor entre o país e seu carro mais popular. Tanto que, mal desembarcaram no porto de Santos e logo foram vendidas todas as unidades. Já em 1953 o Fusca com motor 1200 cm3 era montado em um galpão alugado em São Paulo, no bairro do Ipiranga, na Rua do Manifesto. Aumentava o número de admiradores, apesar de muitos ainda estranharem um carro tão pequeno e com motor na parte traseira. Em 1956, a Volkswagen começou a construção de sua 1ª fábrica no país, um gigante com mais de 10 mil m2 que ficou pronta em 1957. Seu primeiro produto foi a Kombi e até 1957 mais de 2 mil Fuscas e mais de 500 Kombis foram montados. O número ainda era tímido, mas significativo. A indústria automobilística brasileira dava seus primeiros passos. Se no começo da década de 50 o Fusca era importado; já no final, era produzido em fábrica brasileira.


GALPÃO DA RUA DO MANIFESTO


1959 - Foi introduzido uma barra estabilizadora para o eixo dianteiro.

1961 - Neste ano, ele ganhou uma caixa de câmbio totalmente sicronizada, novas lanternas traseiras e marcador de nível de combustível.

:: Anos 60



Os anos 60 chegam sob o signo da liberdade e da transformação. Um pouco como o Fusca, que encarava qualquer tipo de estrada, debaixo de chuva ou de sol. Um carro econômico e popular que fazia até 10 km por litro na cidade. O dobro do desempenho dos importados que, cada vez mais, perdiam espaço nas ruas e estradas para o Fusca. Já em 1962, o Fusca era o líder do mercado brasileiro com mais de 31 mil unidades. Os anos 60 são anos de comemoração: em 4 de julho de 1967 a Volkswagen comemora a marca de meio milhão de veículos produzidos no Brasil.



1962 - Passou a ser fabricado com chassi nacional. Os faróis passaram a ter luz assimétrica e na cabine foi instalado um gancho-cabide.



1965 - Ano de muitas inovações: trava de direção, lanterna maior para a placa traseira, indicadores de direção redesenhados, conforme normas internacionais, maior espaço para passageiros do banco de trás, encosto do banco traseiro dobrável, e barra de direção com lubrificação automática. E, opcionalmente era oferecido, pela primeira vez no Brasil, o teto solar. O Fusca na década de 60 passou por diversas modificações


1965 - FUSCA PÉ DE BOI

1967 - Troca do motor 1200 pelo 1300 cilindradas, com 46 cv SAE de potência, dez a mais do que o anterior, um vidro traseiro 20% maior e um controle de luz alta/baixa na mesma alavanca onde já funcionava o indicador de direção. E mais: aro de rodas com maior número de furos, para facilitar a ventilação dos freios e novo escapamento e houve ainda a introdução de um dispositivo que impedia a abertura não intencional das portas.



1968 - A caixa de direção passou a ser lubrificada com graxa ao invés de óleo.

:: Anos 70

O início dos anos 70 registra as melhores vendas do Fusca e o começo da exportação do modelo. Só em 1973 foram vendidos mais de 224 mil unidades, 40% das vendas totais de automóveis no país. 1970 é o ano do Sedan 1500, mais conhecido como Fuscão, era mais luxuoso e vinha com cinto de segurança. Quatro anos depois, chegava o "Super-Fuscão" (Bizorrão), com motor mais potente de 1.600 cilindradas. Pouca gente diria que ao longo de sua trajetória, o Fusca passou por 2.500 modificações, umas mais visíveis, outras nem tanto. Mas nenhuma foi tão marcante quanto a das lanternas traseiras maiores, introduzidas em 1979. Imediatamente ganharam o apelido de "Fafá", como referência à cantora Fafá de Belém. Na década de 70 a Volkswagen chega à marca de um milhão de Fuscas produzidos no país.

FUSCÃO 1.500

1970 - Nasce o sedã 1500, apelidado de "Fuscão", com motor de 52 cv SAE, bitola traseira 62 mm mais larga que a do 1300, barra compensadora no eixo traseiro, capô do motor com aberturas para ventilação e novas lanternas traseiras incorporando luz de ré. Seu acabamento era mais luxuoso e já vinha com cintos de segurança. O Fusca 1300 desse ano, tal como o Fuscão, ganhou pára-choques de lâmina única mais fortes e resistentes, capô do motor e do porta-malas redesenhados.



1973 - Os dois modelos 1300 e 1500 passam a ser equipados com novo dispositivo distribuidor de avanço vácuo-centrífugo e com carburadores recalibrados, para otimizar o consumo de combustível. Novos faróis mudaram o desenho dos pára-lamas.

1973 - FUSCA 1.500 STANDARD

1974 - Mudanças fundamentais nos dois sedãs 1300 e 1500

e lançamento do VW 1600-S, o Super Fuscão, com motor de dupla carburação que desenvolvia 65 cv SAE, tinha volante de direção esportiva de três raios, e painel com marcador de temperatura, relógio e amperímetro.



Em 1975 era o ano do Fusca 1500

1975 - Mais segurança ainda: chassi e trilhos dos assentos reforçados. A linha foi ampliada com os modelos 1300L e 1600 (tida como versão normal do Super Fuscão).


1976 - Outra vez a segurança: espelho retrovisor externo maior e em nova posição, limpadores de pára-brisa maiores e com nova fixação.