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Conheça a história de Maribia e sua Kombi Florbela


- Existem diversas pessoas com histórias inspiradoras que marcam a nossa jornada, que devem e merecem ser compartilhadas ao mundo inteiro e hoje trazemos aqui uma querida moça que conheci através da internet a um tempo atrás e que tenho muito gosto em compartilhar a paixão que temos em comum: a Kombi.



Para quem não te conhece, conte um pouco sobre você (nome, idade, profissão)...


R: Meu nome é Maribia, tenho 24 anos, sou Terapeuta Ocupacional. Atualmente faço Residência em Saúde da Família e Comunidade e especialização em Gênero e Sexualidade (UERJ), área onde pretendo me aprofundar cada vez mais.




Como começou o seu gosto pelos carros antigos e em especial o modelo do seu?


R: Minha família é uma família de mecânicos. Cresci em um lar que era a antiga oficina mecânica do meu avô, Osni Sampel, infelizmente já falecido. Meu avô trabalhou na área por mais de 50 anos, onde iniciou os filhos e netos nessa profissão, de modo que eles continuam o legado da Mecânica Sampel Car até hoje. Dessa forma, estive desde sempre imersa no mundo dos carros, especialmente dos carros antigos que eram a preferência do meu avô e dos quais tenho boas lembranças, especialmente da infância/adolescência, onde ele me levava na escola com seus clássicos (nem sempre impecáveis, mais dignos de boas aventuras). Quando os 18 anos se aproximavam, decidi que gostaria de ter uma Kombi, por conta do espírito de aventura e toda good vibe que ela transmite.




Qual a história do seu veículo?


R: Em Setembro de 2013, um amigo da família procurou meu tio Marcos (também mecânico) dizendo que seu pai estava vendendo a Kombi 68. A Kombi tinha poucas questões de lataria, a parte mecânica era meu avô que cuidava e o preço estava excelente. Foi a oportunidade que eu esperava para conseguir realizar o sonho de ter uma Kombi Corujinha. Desse momento em diante, meu avô passou a procurar em ferro velho as peças que faltavam (calotas, maçaneta, frisos..) e meu tio fez todos os corres para iniciarmos a parte de funilaria, pintura e elétrica. Uma reforma, ainda que simples, era muito cara. Os meses foram passando, a Kombi continuava na garagem, muitas vezes pensei que não seria possível, mas em outubro de 2016 ela foi para reforma, presente de formatura dado pelos meus pais. A Florbela, em homenagem a poeta Florbela Espanca, ficou pronta em fevereiro de 2017 e desse momento em diante nossa aventura começou.




Você consegue mensurar esse amor que tem por ele?


R: A Kombi é a materialização de um sonho e a oportunidade de realizar muitos outros, é a maneira de manter ainda mais viva a memória de meu avô, que está em cada pedacinho dela. Florbela e eu, assim como a poetisa Florbela Espanca, gostamos de viver a vida intensamente, se aventurando nas estradas do interior de SP sempre em busca de um novo lugar pra ver um lindo pôr do sol!




Como é a sua rotina a bordo dela?


R: Devido a minha rotina no trabalho e os compromissos com a pós graduação, tenho aproveitado os finais de semana, feriados e as férias para realizar os rolês de Kombi.




Você tem lindas fotos a bordo da Florbela. Tem algum local que aconselharia para um passeio com um VW antigo?


R: Nosso lugar preferido fica em Analândia - SP, lugar onde realizamos nosso primeiro camping após os longos anos na garagem. Sem dúvida é um lugar incrível para quem procura aventura, contato com a natureza e paz.




Você tem planos de pegar a estrada com ele em 2020? Qual seria o destino?


R: A ideia é conhecer cada vez mais lugares com a Kombi e 2020 vai ser o ano que vou investir em mais viagens com ela. O meu maior objetivo esse ano é ir até a praia com a Florbela, um sonho antigo e que precisa ser realizado o quanto antes.



Leia também: a curiosa história por trás da tradicionalíssima Brasilwagen

https://www.kombination.com.br/post/brasilwagen-fusca-1959-nota-fiscal-0001

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